Presença dos Conselheiros: Rizonete (Presidente - Amor Exigente), Da Roz e David (Maçonaria), Pr.(Associação dos Pastores Evangélicos da Paraíba), Bertrand e Jairo (SEJER), Deusimar (OAB), Lawrencita (UFPB/PAIAD), Fabiana (SEDEC), Lydia (Polícia Federal) e Guia (Arquidiocese da Paraíba/Pastoral da Sobriedade) - Em 24 de janeiro de 2013.
CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS - COMAD Criação: Lei: 10.510 de 15/07/2005 - Instalação: 10/10/2006
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
REUNIÃO ORDINÁRIA DO COMAD
Aos Senhores
Conselheiros Titulares e/ou Suplentes do COMAD
Conselheiros Titulares e/ou Suplentes do COMAD
CONVOCAÇÃO
Convocamos todos os Conselheiros Titulares e/ ou Suplentes do CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS para a REUNIÃO ORDINÁRIA do mês de Janeiro, que se realizará dia 24 (quinta-feira) às 14:30h na Sala do Conselho, localizada na Casa dos Conselhos, Rua D. Pedro 692, - Tambiá.
Pauta:
- Preparação da Eleição do COMAD;
- Calendário de Atividades 2013;
- Outros assuntos.
OBS. Haverá o Sorteio de 01 Cx de chocolate ALPINO com os presentes como acolhida de Ano Novo por parte do Conselheiro Da Roz da Maçonaria.
Confirme sua presença.
Atenciosamente,
MARIA RIZONETE GOMES
Presidente do COMAD
MARIA DA GUIA OLIVEIRA
Secretária do COMAD
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Coordenadora de formação da REDE RAISSS/Brasil, Vania Medeiros, apresentou proposta de projeto à SEDES/João Pessoa
A coordenadora do Centro de
Formação da Rede Latino Americana de Intervenção sobre o Sofrimento Social
(RAISSS/Brasil), professora Vania Medeiros (IFPB) foi recebida na última quarta-feira
(09), à tarde, pela secretária de Desenvolvimento Social (SEDES), da Prefeitura
Municipal de João Pessoa, professora Martha Moura. Na reunião, a professora
Vania Medeiros apresentou a propostas de um projeto de intercâmbio
intermunicipal na área de formação em Tratamento Comunitário.
O projeto, que
está em fase de construção coletiva, vai beneficiar estudantes e
trabalhadores de três municípios brasileiros com capacitação através de intercâmbio com universidades da América Latina. Por enquanto, já foram
articulados os municípios de João Pessoa e Sorocaba-SP.
O modelo de Tratamento
Comunitário proposto pela RAISSS está fundamentado na teria ECO2, que integra
teoria e prática em quatro estratégias: prevenção, trabalho, assistência básica,
saúde e educação. A equipe intermunicipal, depois de formada, pretende fazer
articulações junto aos órgãos fomentadores para viabilidade financeira do
projeto.
Após a apresentação dos
pressupostos do projeto de Tratamento Comunitário, a secretária Martha Moura se
interessou pela proposta e garantiu que vai levar a proposta ao prefeito de
João Pessoa, Luciano Cartaxo.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Inscrições abertas para curso sobre prevenção do uso de drogas para Conselheiros e Lideranças Comunitárias
Estão
abertas as inscrições para a quinta edição do curso de prevenção do uso de
drogas, que vai capacitar 40 mil conselheiros e lideranças comunitárias em todo
o Brasil. A capacitação é parte do programa Crack, é possível vencer e é
promovida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD).
O objetivo da iniciativa é
capacitar conselheiros municipais e líderes comunitários para atuar na
prevenção do uso de crack, álcool e outras drogas, com foco na defesa e
promoção dos Direitos Humanos e na articulação e fortalecimento das redes
locais.
Para a secretária Nacional
de Políticas sobre Drogas, Paulina Duarte, o curso permitirá o fortalecimento
da atuação dos conselhos e outras lideranças na comunidade. “Os conselhos são
instâncias legítimas de participação e controle social e têm papel fundamental
na implementação de todas as políticas públicas sobre drogas”.
O curso gratuito será
realizado a distância e executado pela Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC). As aulas iniciam em março, com duração de três meses. Tutores
especializados vão acompanhar os alunos, que receberão o material didático em
casa.
O programa Crack, é
possível vencer, prevê, entre outras ações, a ampla capacitação de
profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, justiça,
segurança pública, conselheiros, lideranças comunitárias e religiosas, além da
capacitação de profissionais e voluntários que atuam em comunidades
terapêuticas.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 21 de fevereiro pelo site: http://conselheiros.senad.gov.br/
Inscrições abertas para cursos nas áreas da saúde e assistência social
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) abriu
em 24/01/2013 as inscrições para 10 mil vagas na 5ª edição do Curso SUPERA -
"Sistema para detecção do Uso abusivo e dependência de substâncias
psicoativas: encaminhamento, intervenção breve, reinserção social e
acompanhamento".
Inscrições gratuitas
www.supera.senad.gov.br
O curso, totalmente gratuito, visa capacitar
profissionais das áreas da saúde e assistência social para identificação e
abordagem dos usuários de álcool, crack e/ou outras drogas, com a apresentação
de diferentes modelos de prevenção e intervenção e encaminhamento.
A capacitação é desenvolvida na modalidade de
Educação a Distância (EaD), com carga horária de 120 horas e tem a duração de
três meses. Os alunos que concluírem o curso receberão certificado de extensão
universitária emitido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Os alunos receberão o material didático no
endereço residencial e terão acesso às novas tecnologias de EaD, incluindo
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), portal específico do curso, acompanhamento
por tutores especializados e telefonia gratuita para dúvidas e orientações.
O curso é parte integrante do eixo
"prevenção" do programa "Crack, é possível vencer", que
prevê, entre outras ações, a ampla capacitação de profissionais das áreas de saúde,
assistência social, educação, justiça, segurança pública, conselheiros e
lideranças comunitárias e religiosas.
Inscrições gratuitas
www.supera.senad.gov.br
domingo, 23 de dezembro de 2012
O enfrentamento ao consumo de álcool por crianças e adolescentes é tema de audiência pública na Câmara Municipal de João Pessoa.
A vereadora divulgou alguns números, como a pesquisa realizada com mil
adolescentes, que constatou que 90% deles conseguem comprar bebidas alcoólicas
em todo o país.
A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) realizou, na manhã desta quinta-feira (20) no Plenário da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), audiência pública sobre o “enfrentamento ao consumo de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes e a modificação legislativa por meio de iniciativa popular”
Eliza apresentou, através de vídeos, sua justificativa, que teve como base a luta em favor da vida e contra a disseminação das bebidas alcoólicas na vida da juventude brasileira. “Há um tempo me preocupava com ‘como e por que’ se vende um produto que mata, e que sempre é vendido através de certo ‘glamour’, para dar a impressão de que se é ‘descolado’, para se enturmar. No entanto, sabemos que o álcool é o principal elemento da violência doméstica, no trânsito e entre amigos”, alertou a vereadora.
A vereadora divulgou alguns números, como a pesquisa realizada com mil adolescentes, que constatou que 90% deles conseguem comprar bebidas alcoólicas em todo o país; que 6% das bebidas alcoólicas consumidas no Brasil são por jovens entre 12 e 18 anos; e que, das 60 mil mortes ocorridas no trânsito, a grande maioria é devida à ingestão de alguma bebida alcoólica.
A audiência pública contou com a presença do Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagoto; do pastor Estevam Fernandes, da Primeira Igreja Batista; da representante da Secretaria de Desenvolvimento Humano, Carmem Lúcia; a diretora do Centro de Atividades Especiais, Helena Holanda; pastor Diógenes, da Assembleia de Deus de Tambaú; os vereadores Tavinho Santos (PTB), Sérgio da SAC (PSL) e Bruno Farias (PPS); e o vereador eleito Santino (PT do B); além de familiares de vítimas de acidentes de trânsito de grande repercussão na cidade, Nina Ramalho (Família Ramalho) e Carol Lopes (filha da procuradora Fátima Lopes).
Dom Aldo Pagoto fez uma reflexão sobre a droga ser uma fuga que serpenteia entre a sensação nervosa de bem estar e a tentativa de ser um lenitivo dos problemas sociais, que se fortalece na falta de limites e na tendência ao excesso. Ele enfatizou que a mistura de bebida alcoólica com direção não dá certo, e cobrou “mais punições severas e multas salgadas”.
Por sua vez, o pastor Estevam pediu um minuto de silêncio pelas vítimas do álcool, e garantiu a adesão da Associação dos Pastores Paraibanos à campanha da vereadora, que pretende recolher assinaturas para coibir a venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes.
O vereador Sérgio da SAC lembrou que o alcoolismo é uma doença incurável, que merece a atenção da sociedade. Ele ainda firmou: “ninguém vai conseguir combater o álcool porque esta é uma industria muito poderosa. As campanhas institucionais são muito fracas, elas precisam ser mais parecidas com as do tabaco (cigarro)”.
Já o vereador Bruno falou que o álcool e a direção formam uma mistura explosiva, mas aproveitou para lembrar da “Lei Seca”, da severidade no tratamento do assunto e da fiscalização que tem sido efetivada em João Pessoa com diversas blitzes. “Mas, esse conjunto de ações não terá efeito se na prática as campanhas educativas não embasá-las. As campanhas publicitárias das bebidas alcoólicas são das mais atrozes, porque apostam na juventude, sempre com apelo para a sensualidade, como não se vê em nenhum outro país”, afirmou.
Nina Ramalho e Carol Lopes lembraram o sofrimento de suas famílias, e falaram sobre a transformação da dor em luta pela justiça, para que outra famílias não passem o mesmo que elas. Kátia Costa falou do projeto “Amigos da Vida”, que consiste em orientações e distribuição de panfletos e “pulseiras para os jovens que curtem a noite e se dispõem a ficar sem beber para levar toda a turma de volta para casa”. Ela ainda rebateu críticas que ouviu sobre o projeto que afirmavam que os que ficavam sem beber eram manes: “quem preserva a vida nunca poderá ser considerado um mané”. Já Carmem Lúcia garantiu que a Secretaria está pronta para disseminar a prática da valorização da vida.
Damião Rodrigues
A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) realizou, na manhã desta quinta-feira (20) no Plenário da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), audiência pública sobre o “enfrentamento ao consumo de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes e a modificação legislativa por meio de iniciativa popular”
Eliza apresentou, através de vídeos, sua justificativa, que teve como base a luta em favor da vida e contra a disseminação das bebidas alcoólicas na vida da juventude brasileira. “Há um tempo me preocupava com ‘como e por que’ se vende um produto que mata, e que sempre é vendido através de certo ‘glamour’, para dar a impressão de que se é ‘descolado’, para se enturmar. No entanto, sabemos que o álcool é o principal elemento da violência doméstica, no trânsito e entre amigos”, alertou a vereadora.
A vereadora divulgou alguns números, como a pesquisa realizada com mil adolescentes, que constatou que 90% deles conseguem comprar bebidas alcoólicas em todo o país; que 6% das bebidas alcoólicas consumidas no Brasil são por jovens entre 12 e 18 anos; e que, das 60 mil mortes ocorridas no trânsito, a grande maioria é devida à ingestão de alguma bebida alcoólica.
A audiência pública contou com a presença do Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagoto; do pastor Estevam Fernandes, da Primeira Igreja Batista; da representante da Secretaria de Desenvolvimento Humano, Carmem Lúcia; a diretora do Centro de Atividades Especiais, Helena Holanda; pastor Diógenes, da Assembleia de Deus de Tambaú; os vereadores Tavinho Santos (PTB), Sérgio da SAC (PSL) e Bruno Farias (PPS); e o vereador eleito Santino (PT do B); além de familiares de vítimas de acidentes de trânsito de grande repercussão na cidade, Nina Ramalho (Família Ramalho) e Carol Lopes (filha da procuradora Fátima Lopes).
Dom Aldo Pagoto fez uma reflexão sobre a droga ser uma fuga que serpenteia entre a sensação nervosa de bem estar e a tentativa de ser um lenitivo dos problemas sociais, que se fortalece na falta de limites e na tendência ao excesso. Ele enfatizou que a mistura de bebida alcoólica com direção não dá certo, e cobrou “mais punições severas e multas salgadas”.
Por sua vez, o pastor Estevam pediu um minuto de silêncio pelas vítimas do álcool, e garantiu a adesão da Associação dos Pastores Paraibanos à campanha da vereadora, que pretende recolher assinaturas para coibir a venda de bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes.
O vereador Sérgio da SAC lembrou que o alcoolismo é uma doença incurável, que merece a atenção da sociedade. Ele ainda firmou: “ninguém vai conseguir combater o álcool porque esta é uma industria muito poderosa. As campanhas institucionais são muito fracas, elas precisam ser mais parecidas com as do tabaco (cigarro)”.
Já o vereador Bruno falou que o álcool e a direção formam uma mistura explosiva, mas aproveitou para lembrar da “Lei Seca”, da severidade no tratamento do assunto e da fiscalização que tem sido efetivada em João Pessoa com diversas blitzes. “Mas, esse conjunto de ações não terá efeito se na prática as campanhas educativas não embasá-las. As campanhas publicitárias das bebidas alcoólicas são das mais atrozes, porque apostam na juventude, sempre com apelo para a sensualidade, como não se vê em nenhum outro país”, afirmou.
Nina Ramalho e Carol Lopes lembraram o sofrimento de suas famílias, e falaram sobre a transformação da dor em luta pela justiça, para que outra famílias não passem o mesmo que elas. Kátia Costa falou do projeto “Amigos da Vida”, que consiste em orientações e distribuição de panfletos e “pulseiras para os jovens que curtem a noite e se dispõem a ficar sem beber para levar toda a turma de volta para casa”. Ela ainda rebateu críticas que ouviu sobre o projeto que afirmavam que os que ficavam sem beber eram manes: “quem preserva a vida nunca poderá ser considerado um mané”. Já Carmem Lúcia garantiu que a Secretaria está pronta para disseminar a prática da valorização da vida.
Damião Rodrigues
Publicado em: 21/12/2012 às 07h59
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Pesquisa revela o comportamento dos jovens em relação ao álcool e drogas, Internet, violência e sexo
Pesquisa “Nós, jovens Brasileiros 2012”, oitava edição do projeto desenvolvido pelo Portal Educacional, contou com a participação de quase 3,5 mil estudantes em todo o Brasil e revela jovens conscientes, mas ainda com muitos aspectos a serem melhorados Fonte: Assessoria
Como o jovem brasileiro está se relacionando com os riscos no sexo, no uso de álcool e drogas, na Internet e nas diversas formas de violência? Estes foram os temas da oitava edição do projeto “Este jovem brasileiro”, desenvolvido pelo Portal Educacional (www.educacional.com.br) para entender os pontos de vista e o comportamento dos adolescentes. Em 2012, 3438 alunos da 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e Ensino Médio (13 a 17 anos) de 61 escolas particulares de todo o País responderam anonimamente à pesquisa, e o resultado geral mostra que os jovens estão mais conscientes, mas há muitos aspectos que podem ser melhorados.
A novidade da edição 2012, “Nós, jovens brasileiros”, foi que os estudantes foram envolvidos desde a primeira etapa do projeto, elaborando as perguntas para o questionário da pesquisa. Na fase sucessiva, os alunos analisaram e interpretaram os dados, que depois foram comentados pelo Dr Jairo Bouer, médico especializado em psiquiatria e sexualidade e parceiro do projeto.
“Muito legal perceber que a
galera elaborou perguntas de alto nível, coerentes com o que o próprio jovem
quer saber sobre sexualidade, violência, internet e álcool e drogas. É só
encarando essas questões que conseguimos entender melhor o que estamos fazendo
em relação a elas e qual a melhor forma de tomar atitudes mais conscientes e
seguras”, comenta Bouer.
O primeiro tema foi o consumo
de álcool e drogas. Entre os entrevistados, 72% dos participantes já beberam
pelo menos uma vez e que quase 9% o fazem com freqüência. Apesar da proibição
por lei, 62% responderam já ter freqüentado locais que vendem bebidas para
menores. Quanto às drogas, quase 34% relataram que amigos e conhecidos já lhe ofereceram
9% já usaram, 6% tem inclinação a experimentar e 85% disseram não ter vontade
de fazê-lo.
Para evitar a exposição e o
consumo de bebidas e drogas, a maior parte dos jovens acredita em campanhas de
conscientização e leis mais rigorosas. Eles também apontam soluções como evitar
veiculação na mídia e oferecer oportunidades de trabalho e estudo para que os
jovens não sejam levados a traficar. Perguntados sobre a legalização da
maconha, 45% acha viável, com a ressalva que metade só aprovaria para uso
médico, enquanto 55% não considera esta uma alternativa factível.
Quando se trata de usar a
Internet, a pesquisa mostra que embora a maioria dos entrevistados seja
bastante cuidadosa, uma parcela significativa tem comportamentos que comportam
riscos, e que fenômenos como dependência e perda de controle sobre o tempo de
uso são cada vez mais comuns.
Cerca de metade dos jovens diz
usar a Internet de duas a quatro horas por dia, enquanto 23% passam mais de
cinco horas por dia navegando, e embora a maioria ache que é possível fazer uso
da internet sem que ela afete a vida social, 32% acreditam que afete seu
período de sono. A maior parte dos entrevistados respondeu que seus pais não
controlam seu uso da rede e não têm conhecimento sobre todo o conteúdo
acessado, e 8% disseram gastar seu dinheiro na rede sem autorização dos pais.
A exposição de imagem na Web é
um ponto que merece mais atenção. Quase 20% dos entrevistados disseram que
mandariam fotos para pessoas que conheceram na internet; 6% deles já apareceram
nus ou seminus em fotos na rede; 6% já mostraram partes íntimas do seu corpo
para desconhecidos por meio de webcam e outros 3% já pensaram em exibir-se
dessa forma, mas não puseram isso em prática. Além disso, quase 14% já passaram
informações pessoais em sites de bate-papo.
Os resultados também comprovam
que a Internet se tornou definitivamente um ponto de encontro para os jovens:
28% já encontraram na vida real pessoas que conheceram na rede, e outros 20% já
tiveram envolvimento amoroso via Internet. Cerca de metade não conhece
pessoalmente todos os seus contatos das redes sociais. Um dado que merece
atenção é que 20% deles já criaram perfis falsos para conhecer gente ou
bisbilhotar na rede. Um quarto dos entrevistados já praticou bullying virtual e
12% já foram vítimas disso.
A pesquisa aponta que a
violência está bastante presente na vida dos jovens, e que seus principais
motores são a influência dos amigos e a infelicidade pessoal. Entre os
entrevistados, 18% já sofreram algum tipo de violência em casa e 54% relataram
que seus pais batiam ou ainda batem neles, enquanto 23% diz já ter sofrido
algum tipo de violência na escola – com o bullying e brincadeiras inadequadas
dos amigos sendo indicados como principais causas.
A agressividade é apontada por
10% dos participantes como forma de ajudar a resolver problemas, e 46% deles
acham que, dependendo da situação, ela pode ser necessária. Mais da metade
(52%) já cometeu atos de violência, a maior parte deles, raramente ou em uma
única situação. Os principais motivos alegados foram provocações repetidas,
ofensas e ameaças, nesta ordem.
Em relação ao bullying, 48%
dos jovens afirmaram que se o sofressem contariam para pais ou responsáveis,
21% deles pediriam ajuda dos amigos e 22% revidariam a agressão. Questionados
sobre o preconceito e a violência contra os homossexuais, embora 90% não
concordem, 10% dos entrevistados acham que cada um tem direito a ter o
preconceito que quiser. Em relação à violência sexual, a pesquisa revela que
18% conhecem alguém que já sofreu violência sexual, e 1% diz já ter sido
vítima.
Um dado preocupante que vem à
tona é que quase 15% dos jovens que concederam entrevista já cometeram algum
tipo de autoagressão (automutilação, cortes propositais e vômitos provocados),
enquanto 7% já pensaram em fazê-lo – um padrão de comportamento que pode estar
ligado a quadros de depressão e de maior risco de tentativa de suicídio e que
indica necessidade de ajuda especializada.
O quarto tema abordado foi
sexualidade. Quase um terço dos entrevistados (32%) acha que “sexo é só sexo
mesmo”, feito por prazer, e 46% consideram que o ato tem relação com amor. A
maioria dos jovens dizem não ter feito sexo (77%), e entre os 23% que já
fizeram, o pico é entre 14 e 16 anos. A maior parte não faria sexo logo no
primeiro encontro, mas 27% admitem essa possibilidade. Quase 9% disseram ter já
praticado sexo virtual.
A maior parte dos jovens tem
vergonha de falar com os pais sobre o sexo, e só 26% contariam a eles que o
fizeram. Apesar disso, os pais e familiares continuam sendo as principais
fontes de informação, e depois, os amigos.
Entre os jovens que já fizeram
sexo, a maioria diz usar camisinha sempre, mas alguns afirmam que não usam
sempre “porque incomoda”, e outros admitem que não usam nunca. Em caso de
gravidez, 80% dos jovens revelaram que recorreriam à ajuda dos pais, e 10%
disseram que fariam aborto. Quanto à orientação sexual, 5% dos jovens já
ficaram indecisos. Questionados sobre o que fariam em caso de abuso sexual, 95%
dos entrevistados responderam que tomariam algum tipo de atitude, como procurar
e polícia, fazer algo contra o agressor ou, ainda, buscar ajuda psicológica e
médica. No entanto, 5% ficariam calados, por medo ou vergonha.
O projeto “Este Jovem
Brasileiro” é realizado pelo Portal Educacional desde 2006, fornecendo dados
que ajudam as escolas a entender melhor seus alunos e a trabalhar temas
fundamentais para essa geração. Nas sete edições anteriores, mais de 80 mil
estudantes de todo o Brasil já estiveram envolvidos, ajudando a traçar o perfil
do jovem brasileiro com relação a temas como comportamento de risco, valores e
atitudes, relações familiares, sexualidade, álcool, relação com a Internet e
saúde.
Em 05 de dezembro de 2012
Em 05 de dezembro de 2012
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